Quanto custa um intercâmbio em 2026: como montar seu orçamento de verdade

Quando alguém pergunta quanto custa um intercâmbio, a resposta honesta é que ninguém sabe até você montar a sua conta. E é esse vazio que faz muita gente desistir antes de tentar.

O medo do custo costuma ser maior que o custo. Um valor indefinido só assusta. Já um número no papel pode ser dividido, adiado ou reduzido com bolsa. Confira como montar o seu, parte por parte.

Comece pelo câmbio

Antes de qualquer item, entenda a moeda do destino, porque ela multiplica todo o resto. Em setembro de 2026, o dólar está em torno de R$ 5,15 e o euro, de R$ 5,95. Isso significa que 100 euros na Espanha equivalem a cerca de R$ 595, enquanto 100 dólares nos Estados Unidos saem por volta de R$ 515.

Trabalhe sempre com uma margem para cima, porque a cotação muda todo dia. E não esqueça de um custo que quase ninguém coloca na conta: o IOF, de 3,5% sobre compras internacionais no cartão de crédito, débito ou pré-pago.

O que você paga antes de embarcar

Boa parte do orçamento é gasta no Brasil, meses antes da viagem. Começa pelo passaporte, que em 2026 custa R$ 257,25 e vale por dez anos.

Depois vêm os itens que variam conforme o destino e o programa:

Taxa de visto, quando o país exigir para o seu período.

Exame de proficiência, se o programa pedir.

Taxas da universidade, passagem aérea e seguro-saúde.

Vale checar cada um no site do consulado e no edital, porque as regras mudam de país para país.

O custo de vida no destino

Essa é a parte que mais varia, e também a que você mais consegue controlar. Entram aqui hospedagem, alimentação, transporte urbano, material de estudo, telefonia e uma reserva de emergência.

Uma dica muda bastante a conta: pesquise o custo do bairro, não o da cidade. Morar perto ou longe da universidade pesa tanto no aluguel quanto no transporte, nem sempre na direção que você imagina. Para ter uma referência real por cidade, o site Numbeo reúne dados de custo de vida enviados por moradores e serve bem como ponto de partida.

Uma boa forma de organizar essa parte é separar os gastos por categoria mensal fixa, como moradia e transporte, e gastos variáveis, como lazer e viagens curtas pela região. Assim fica mais fácil enxergar onde dá para economizar sem abrir mão do que importa na experiência.

Uma dúvida frequente é onde morar. Alojamento estudantil e república costumam sair mais barato que apartamento individual, com o bônus de já entregar convivência e uma rede de contatos que ajuda muito na adaptação aos primeiros dias.

O que corta a conta pela metade

Antes de fechar qualquer número, olhe para as bolsas. Existem mais do que se imagina e muitas são pouco disputadas, porque poucas pessoas sabem delas.

Dentro da Uninter, o Santander Top Espanha oferece bolsa integral para três semanas em Salamanca, e o Global Student Ambassadors dá seis meses de mentoria on-line, também com bolsa. Já o Programa Uninter Intercâmbio prevê isenção ou desconto nas taxas das universidades parceiras e cuida da equivalência de disciplinas, para você não pagar duas vezes pelo mesmo semestre.

Agora é com você. Abra uma planilha, some tudo, acrescente o IOF e uma margem para o câmbio, e divida pelos meses que faltam até embarcar. É essa parcela mensal, e não o total, que mostra se o plano cabe na sua vida agora ou se você precisa de mais tempo, de uma bolsa ou de um programa mais curto. Faça essa conta ainda hoje. Desejamos sucesso!

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