Mudança Comportamental, Nudges e Inteligência Artificial: como foi a 3° edição do Talking Business

No mês de novembro, o Talking Business focou em mostrar a contribuição dos nudges na educação. Para isso, fez paralelos importantes com a questão da mudança comportamental e da inteligência artificial.

O bate papo contou com considerações de três profissionais, donos de uma larga experiência tanto prática quanto em pesquisa. Isso significou um debate esclarecedor, capaz de nos despertar para questões ainda maiores.

Quer saber tudo o que rolou durante o evento? Confira na cobertura abaixo!

Mediação e objetivos

Assim como nas edições anteriores, o mais recente Talking Business teve a mediação de Jason Dyett. Logo no início do encontro, o apresentador fez questão de mencionar os objetivos principais da conversa.

Mostrar como os nudges e a inteligência artificial são importantes para o comportamento foi o primeiro alvo.

Dar dicas práticas de como eles podem ser usados para alinhar atitudes e metas também fez parte de suas considerações. Assim como o interesse em demonstrar que pequenas mudanças podem ter impactos super positivos ao longo do tempo.

Susanna Loeb

Susanna foi a primeira entrevistada do dia. A diretora do Instituto Annenberg, da Universidade de Brown, iniciou falando sobre sua trajetória no trabalho com crianças e responsáveis.

Em seguida, citou as tendências no uso dos “pequenos empurrões”. Susanna explicou que mais e mais pessoas estão reconhecendo a complexidade da vida dos pais de crianças pequenas. E mais: como mudanças simples podem melhorar as habilidades de lidarem com os filhos.

Ao decorrer da interação, Jason Dyett quis entender como ela define o conteúdo dos nudges. Foi apontado, então, a importância dos conhecimentos sobre desenvolvimento infantil; da avaliação de necessidades individuais; da expertise; e do feedback.

E será que um uso maior da inteligência artificial ajuda a definir intervenções a serem testadas?

Para Susanna, este é um recurso que oferece, sim, oportunidades sem precedentes. No entanto, não deve ser utilizado sozinho. Segundo ela, é sempre importante lembrar do valor social do aprendizado, mantendo os aspectos de relacionamento.

Guilherme Lichand

Guilherme Lichand é professor e um dos fundadores da empresa Movva, empreendimento que lida diretamente com o uso dos nudges. No início da sua jornada com a tecnologia, realizou trabalhos diagnósticos voltados para programas sociais e políticas públicas.

Atualmente, desenvolvendo soluções no contexto educacional, tem conseguido grandes resultados. Eles podem ser vistos em aumento de frequência escolar entre alunos, notas melhores e redução de evasão.

Uma das perguntas feitas para Guilherme durante o evento foi sobre a diferença entre mudança de hábito e mudança de comportamento. A relação entre tempo de estudo e resultado obtido pelos estudantes também foi assunto.

Quando questionado a respeito de uma expectativa, um sonho que tem para o Brasil em termos de educação, foi objetivo. Sonha com equidade e qualidade, com uma educação que não dependa de cor, classe social ou local de nascimento.

Jeferson Ferro

Com mais de duas décadas trabalhando no ensino de línguas estrangeiras, o professor Jeferson pôde apontar quais hábitos costuma notar naqueles alunos mais bem-sucedidos. Entre eles estão a autonomia e a consistência.

Ainda dentro da temática da aprendizagem de idiomas, Jason Dyett fez uma observação sobre o valor do erro. Com isso, uma outra dúvida surgiu e foi respondida pelo convidado. Será que existem nudges que fazem o aluno se sentir mais à vontade para se arriscar?

Jeferson Ferro fechou falando sobre as diferenças entre ensino a distância e presencial. Um ótimo momento para citar, inclusive, a nova metodologia da Uninter. Trata-se do telepresencial ao vivo, sistema que visa unir o melhor do presencial e do remoto. “Uma sala de aula do tamanho do mundo”.

Perguntas e respostas

Chegando na parte final do Talking Business, tivemos o momento de perguntas e respostas.

Quem abriu esta etapa foi a diretora da Escola Superior de Educação da Uninter: Dinamara Machado. Ela quis saber que metodologias estão sendo utilizadas para a criação dos nudges em ambientes virtuais. No meio de tantas mensagens e notificações que os usuários recebem diariamente, como garantir que eles não se tornem apenas lembretes não acessados?

Para responder, Guilherme Lichand exibiu alguns dados de resultados obtidos com o Eduq+, nudgebot desenvolvido pela Movva.

Ainda dando atenção às métricas de resultados, Susanna Loeb também citou a avaliação de alunos.

E quando o assunto é a frequência ideal para envio de nudges? Essa foi mais uma questão levantada.

Por último, um questionamento que nos faz pensar. Qual é o lado bom e o lado ruim da tecnologia na educação? Para esta pergunta, as respostas variaram.

Jeferson Ferro afirmou não haver um lado ruim, dizendo que o avanço tecnológico é de grande ajuda para a promoção da aprendizagem. Susanna Loeb, por sua vez, disse que a tecnologia pode nos fazer esquecer da importância que os laços e relações têm no processo de ensino. Guilherme Lichand atribuiu o ponto negativo à acentuação das desigualdades sociais.

Como podemos perceber, novos conhecimentos e novos questionamentos não faltaram no Talking Business. E se você se interessou pelo conteúdo e quer assistir o evento na íntegra, ainda existe a oportunidade. É só ir até o canal oficial da Uninter no Youtube, para assistir em português.

Ou até o canal Global Hub, para assistir em inglês.

Bom proveito e até a próxima!

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