Perspectiva estudantil: a importância do voluntariado e da iniciativa

Voluntariado: a vida de quem você pode mudar hoje?

Nos dias atuais estamos cada vez mais com pressa. Não temos tempo para nada, por vezes, nem mesmo para ajudar ao próximo. Entretanto, aí veio a pandemia dando um stop em tudo para que possamos ressignificar nossos valores. O que de fato é importante em nossa vida? Fato é que superestimamos certas coisas, tratando-as como necessárias e fundamentais, quando, na verdade, não são. Muitas famílias carentes, de fato, não têm o necessário para a vivência plena: alimento, moradia, saneamento básico, educação, emprego. O voluntariado é uma das formas mais concisas de mudar, não só a vida de muitas famílias em necessidade, bem como a de quem presta esse serviço tão nobre.

Minha história com o voluntariado começou muito cedo, graças a minha família. Ser empática e ajudar ao próximo, dentro das minhas possibilidades, são atitudes valorosas que me foram ensinadas. Ao longo dessa trajetória, entendi que para ajudar alguém não é preciso muito, pois o pouco, para quem por vezes não tem nada, se torna muito. Basta refletir sobre seus talentos e identificar qual deles pode ser compartilhado com alguém para fazer o bem.

Atualmente me voluntario como professora de língua inglesa auxiliando jovens e adultos que objetivam ingressar no ensino superior. Ouvi diversos relatos dos meus alunos, entre eles que apenas tiveram acesso ao básico na escola e, ainda assim, sequer aprenderam de fato o assunto. Sempre compartilho experiências e ensinamentos que farão sentido em suas vidas, afinal, conhecimento é poder e o inglês é uma língua universal que abre portas para muitas oportunidades.

É nítido que o intelecto precisa ser alimentado, todavia, antes disso, existe uma dor urgente a ser sanada: a fome. O sertão baiano é um local encantador, com uma natureza incrível e ainda assim sofrida. Ali, moram pessoas que, apesar da luta diária contra a seca, estão sempre sorrindo, agradecendo e compartilhando entre eles o pouco que lhes resta. Faço parte de uma ONG que, graças a ajuda de pessoas solidárias, leva alimentos para comunidades carentes em regiões remotas dentro desse “sertão brabo”, como dizemos no popular.

Nessas comunidades, vemos instituições de ensino fechadas há anos, supostamente em “reforma”, resultando no analfabetismo de diversos jovens e adultos, além de muitas crianças, infelizmente, nunca terem ido à escola. Ali observa-se uma criança cuidando de outra, vivendo numa bolha social, na qual essa cultura é cultivada de pai para filho. Quem ajuda essas famílias nunca irá conhecê-las, mas as socorre pelo puro e verdadeiro sentimento da caridade, em que o maior presente é sempre fazer o bem ao próximo. Mas, antes de tudo, é preciso lembra que ninguém faz nada sozinho, e quem ajuda também será ajudado em algum momento da sua vida.

Hoje, vemos que somente um ser humano é capaz de salvar outro, e a empatia nos fará avançar como sociedade. O voluntariado é um dos maiores exemplos dessa prática, porém, sempre esteve segundo, ou até mesmo, terceiro plano na vida de muitos. Não deixe que isso aconteça com você. Não deixe que a dor do outro torne-se apenas estatística. A vida de quem você pode mudar hoje? Tenha certeza que para isso não é preciso muito. Use o seu talento, a sua voz, o seu privilégio de ter o alimento na mesa todos os dias, de ter conforto do seu lar e ajude, pois a fome não espera.

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